Olá! Essa parte eu sempre escrevo depois que termino o post e acho importante falar sobre o que vocês vão encontrar. Tentei expor ao máximo o que andou acontecendo comigo, mas como eu estava muito resistente, tentei fazer da maneira mais genuína possível: sem parar de escrever. Enquanto eu ouvia algumas músicas fui escrevendo tudo que eu pensei. Não coloquei nenhuma imagem, o que pode deixar o texto menos dinâmico. Mas acho que prefiro nesse formato.:
Desde o Bacon do Stewie, creio que este foi o maior intervalo entre postagens que eu tive em um blog pessoal. Faz mais de um ano que não posto nada no blog, e desde esse último dia aconteceu tanta coisa comigo, que não sei se vou conseguir dosar tudo que quero falar e alinhar isso tudo em apenas uma postagem. Verdade é que nem tenho vontade de falar sobre a maioria das coisas que aconteceram, mas bateu uma vontade de dar uma aparecida por aqui. Só estou escrevendo o que está, agora, me parecendo relevante pra compartilhar ou qualquer coisa que eu queira jogar aqui. Não estou com vontade de falar de música, filme nem séries, mas me parece mais fácil do que falar sobre qualquer coisa que está acontecendo comigo. Eu inclusive tentei escrever esse post várias vezes, mas na metade eu perdia vontade. Confesso que só aqui na introdução, eu fugi de continuar escrevendo diversas vezes. Estou tentando ouvir qualquer música pra ver se isso me alivia os nervos e eu consiga sintetizar as coisas melhor.

Esse ano de diversas formas, eu me descobri muito, me permiti muito. Acho isso inclusive, de extrema relevância, porque uma vez que nós abrimos nossa mente, e abraçamos qualquer oportunidade de conhecer algo novo, nós, de alguma forma, conhecemos a nós mesmos melhor. E isso de uma forma bastante peculiar. Quando a nossa realidade é alterada por alguma experiência nova, nossa reação a essa descoberta, é o que revela um novo fragmento nosso. E algumas vezes, a experiência alheia, já nos revela essa nova porção da nossa realidade. Mas em alguns momentos, há necessidade de uma experiência pessoal com o fenômeno para ativar o nosso real conceito sobre aquilo qual acabamos de descobrir. Também há, ainda, momentos em que a conceituação desse fenômeno exige que aquele que o vivenciou, precise analisar, desenhar sua experiência, para conseguir assim, perceber como ele se sente sobre aquilo. Essa necessidade não surge do acontecimento ou sua proporção, mas surge da resistência que a pessoa tem de experienciar algo novo, diferente.

E por mais desinteressante e pouco revelador que seja essa maneira subjetiva de falar sobre o que anda acontecendo, já me alivia bastante. Não há nada tão comprometedor, ou de risco para que eu não possa revelar, mas há grande valor pessoal em tudo. E de qualquer forma, eu queria falar um pouco sobre qualquer coisa que aconteceu esse ano. Bom, há alguns anos que 2015 era o ano do ENEM. Doaria coração, tempo, mente e alma para passar num curso que nem exige tanto. Esse desespero meu, era harmonioso com alguns amigos meus que andavam com os mesmos conflitos. Inscrevendo-me em um cursinho pré vestibular, descobri uma amiga minha que fez o segundo e o terceiro ano comigo que estava fazendo o mesmo curso que eu, assim, costumávamos sair juntos depois do curso dela - ela fazia no turno da tarde e eu da noite. Íamos ao shopping, sentávamos na mesa mais próxima da apresentação musical da praça de alimentação, e ficávamos ou por conversar ou por ouvir a música. De qualquer forma sempre era um programa bom pra clarear a mente. Junto à isso, em Abril eu comecei um trabalho de meio horário em um cartório. Portanto, eu passava a maior parte do dia fora de casa, e todo dia era bastante exaustivo. Até me adaptar à rotina do cartório, tive bastante dificuldade em manter a atenção, em realizar tudo com excelência - como é premissa da empresa -, portanto houveram dias de cansaço tanto emocional, quanto físico pela nova rotina. Acordava às 6 horas, saia de casa, voltava às 23 horas, já depois do curso.

Em alguns dos dias que eu saí pra relaxar depois do serviço, eu conheci um grupo de amigos de uma escola próxima ao meu serviço. Acho que me fez bem conhecer um grupo de pessoas novas. Além de algumas que eu encontrei, conheci muitas pessoas novas em uma praça próxima ao meu serviço e à escola. A maioria dos alunos tinham o costume de ir pra lá depois das aulas. E dentre elas, esse primeiro grupo se aproximou mais de mim. Foi recíproco a proximidade e a intimidade. Com o tempo, me tornei, com eles, bons amigos. Acabou se tornando rotineira a ida à praça nas sextas pra encontrar esses amigos. E com tempo, se tornaram tão pessoais comigo, que pude compartilhar meus segredos pra eles. Isso dentre tantas coisas que só pela invocação da memória são amargas, esse ano, essa foi uma das poucas que me foram especiais. Talvez se eu continuar a postar, eu fale mais sobre eles com o tempo. De qualquer forma, acabei desvirtuando o rumo que eu decidira no início do ano. Me ocupei muito com essas saídas, me distraí durante o ano e eu acabei me expondo muito. Não sei se como reflexo da pressão, mas eu explodi muitas vezes, e essas explosões me queimaram muito.

Apesar de não ter ganho esse ano o que eu tinha em mente, acredito que ganhei grandes amigos, experiências que me tornaram mais maduro em uma amplitude quase absoluta nas minhas decisões futuras. Eu sou uma pessoa bem diferente de quem eu era ano passado, tanto pra mim mesmo, quanto para outras pessoas. Estou mais cético, mais racional, e estou começando a notar melhor os erros que eu já cometi. Verdade é que me conheci melhor. E esse conhecimento eu só fui capaz de alcançar me permitindo algumas coisas. Algumas permissões que as vezes não foram nem voluntárias, digo, houve vezes que algumas coisas aconteceram comigo por forçassão de barra alheia. Mas dentre tudo que aconteceu, é uma ótima imagem pra eu refletir nos próximos anos. Não tenho bastante expectativa do ano que vem, mas quanto a esse, acho que se com a oportunidade, eu viveria tudo outra vez. Essa falta de arrependimento, por mais que entristecedora pra mim, é genuína.

E durante todo esse processo, houveram momentos em que eu saí bastante saturado. Fui afetado por muitas coisas que eu mesmo fiz. E durante todo esse tempo queria agradecer aos meus amigos que ficaram ao meu lado. Não sei quanto ao fim do ano, mas agora pretendo sair com minhas amigas da escola que passaram o ano todo estudando, a Gabi e a Kaleandra e vai ter um super rolê que eu vou encontrar a IZA e vai ser SCHOCKQ! Vamo destruir essa Belo Horizonte! Bastante capaz que essa subjetividade toda confunda alguém que tente ler o texto, mas eu espero ter sido tão claro quanto possível. Grato!


Como eu comentei no último post, eu pretendo falar sobre O Mágico de Oz. O texto é extremamente denso, eu levei alguns dias para escrevê-lo; nele, eu comentei bastante sobre as influências ocultista da história, da sua perspectiva política e religiosa, das adaptações da mesma e a continuação dessa linha ocultista. O texto vai ser um ajuntado de informações, então tudo o que eu falar serão fatos, e uma junção deles com uma perspectiva conspiracionista. Embora exista um momento em que eu fale a minha opinião sobre o assunto. Então, não é nada superconspiracionista. As fontes e referências serão marcadas por números representando o link. Fiquem atentos, caso queiram conferir as informações, embora eu não pretenda copiar nada, se não traduzir alguns textos e encaixar no contexto do que estou escrevendo - algumas fontes são em inglês, qualquer dúvida é só comentar. Eu vou falar da ligação de Wizard of Oz com o ocultismo e principalmente Crowley. Eu não vou falar muito sobre Crowley porque da pano pra manga. O básico é que ele era um satanista confesso, se auto-intitulava Besta 666 e dizia estar preparando o mundo para o Anticristo. Existem diversas teorias sobre Crowley, então é bem complicado falar sobre o cara. Pra você ter uma ideia, existe até quem fale, que ele seja o bisavô do George W. Bush - o que é um pouquinho provável. De qualquer maneira, não vale a pena falar tudo sobre ele, então, se acabarem ficando interessados, podem me contactar ou dar uma pesquisada. Mas bora lá:

The Wonderful Wizard of Oz foi escrito por L. Frank Baum; ele foi o primeiro livro em uma série de quatorze outros. Embora todos os outros falem sobre OZ, nós iremos falar especialmente sobre esse primeiro. 

Lyman Frank Baum era membro da Sociedade Teosófica. Uma dos fundadores da mesma era Helena Blavatsky, uma grande amiga de Aleister Crowley. Embora Helena tenha criado a Sociedade no dia em que Crowley nasceu, ele era muito mais respeitado pela sociedade ocultista, uma vez que ele é o maior representante da mesma desde século IX até hoje. Ele reconheceu Helena como Praticus na sua sociedade A∴A∴ ou Astrum Argentum no livro "Liber LXXI The Voice of the Silence" além de considerar bastante especial ele ter nascido na data de criação da Sociedade Teosófica. Embora ele não fosse o maior fã da sociedade, os membros da mesma guardavam um grande respeito por ele e seus conhecimentos ocultistas.


A relação de Crowley com Baum, embora indireta, é bastante extensa. A origem da palavra OZ é muitas vezes descrita como desconhecida, porém a palavra não é nada mais do que "bode" em hebraico. A palavra original é ayin-zayin(עז) que significa bode, é muitas vezes transcrita como Oz ou Az, e foi essa transcrição que originou o nome Azima ou o Bode de Mendes ou Baphomet [1], Aleister Crowley foi o primeiro a interpretar o nome Baphomet e dar uma razão para idolatração do mesmo pelos cavaleiros templários. Ele dizia significar "Beta alpha phi eta mu eta tau epsilon omicron sigma"; Pai Mitra, ou "eta phi alpha sigma" que era o "título místico" que Cristo deu a Pedro. O Bode de Mendes era, para Crowley, a definição correta do Diabo popular - que para ele não existia como a imagem que as pessoas construíram.[2] Baphomet também era o apelido que Crowley deu à sociedade secreta que ele criou, O.T.O. (Ordo Templi Orientis), uma religião baseada no livro da Lei de Crowley ou lei de Thelema - que começou a ser manifesta no Brasil por Raul Seixas e Paulo Coelho. Portanto, partindo dessa premissa, podemos traduzir O Maravilhoso Mágico de Oz como O Maravilhoso Mágico do Bode de Mendes e Terra de Oz como Terra de Baphomet.

Crowley desejava assistir o filme The Wonderful Wizard of Oz na época que estava no cinema, mas ele não conseguiu e comentou que ele não achava relação com o nome do filme com Liber Oz, acreditando que foi apenas um judeu ou alguém fluente em hebraico que colocou um título curioso por coincidência, portanto, era só um nome com características ocultistas para ele. A verdade é que Crowley, até esse momento, não estava a par da fama de Frank [3]  o que mudou em 1947 quando leu o livro de Frank e comentou sobre o Leão ser um personagem muito cômico com sua covardia, e analisou a sua participação com as bruxas. [4] Quando conseguiu ver o filme, reconheceu as influências ocultista, e a sua própria influência no filme, embora não tenha as reconhecido no livro, se não as teosofistas.

Já explicada a relação de Frank com o ocultismo, eu vou falar sobre o livro agora. Dorothy é uma menina que deseja partir dos desencantos da vida rural, medonhamente entediosa e cíclica. Portanto, ela começa a desejar por um mundo além dos limites da gravidade, até que ela é carregada por um ciclone para uma terra desconhecida. Lá ela busca ajuda para voltar à sua terra, e para voltar ela precisa achar o Maravilhoso Mágico de Oz. Para chegar ao Mágico de Oz, Dorothy deve partir da terra da Bruxa Boa do Norte para a capital da Esmeralda, seguindo a estrada dourada. O caminho segue em um formado de um espiral. De acordo com a filosofia teosófica o espiral é "O caminho de um ponto (geralmente plano) que se move em torno de um eixo enquanto continuamente se aproxima ou se afasta dele, também usado frequentemente para uma hélice, que é gerada pela composição de um movimento circular em uma linha reta. A hélice é uma ilustração do curso da evolução, que traz consigo o movimento em direção ao mesmo ponto, mas sem repetição. A serpente e os números 8 e, denotando a Ogdoad e infinito, signficam o movimento em espiral cíclico. O curso de Fohat no espaço é em espiral, e espírito desce à matéria em cursos de espiral. Repetindo o processo pelo qual uma hélice é derivado de um círculo produz um vórtice. As complicadas espirais da evolução cósmica trazem o movimento de volta ao ponto em que começou com o nascimento de uma era cósmica."- The Encyclopedic Theosophical Glossary [5] O caminho dourado também é usado como
início de uma viagem espiritual para os budistas.

Além disso, a maneira que Dorothy é levada para as terras de Oz é através de um ciclone, que não é nada mais do que um espiral de vento. É uma outra maneira que ela viaja do mundo físico para o astral através de um espiral. A Bruxa do Norte também dá a Dorothy um sapato prateado - no filme é vermelho/rubi - antes dela seguir viagem, em mérito da menina ter matado - acidentalmente - a Bruxá má do Leste. O sapato prateado é uma representação do cordão de prata da Teosofia: "Na Teosofia, um corpo físico e um corpo astral são conectados através de um 'cordão de prata', uma ligação mítica inspirada por uma passagem na Bíblia que fala de um retorno de uma busca espiritual. 'O cordão de prata sempre será solto,' diz o livro de Eclesiastes(Eclesiaste 12:6), em seguida, 'o pó volte à terra como era, e o espírito volte a Deus que o deu'.  Na escrita do próprio Frank Baum, o cordão de prata da viagem astral iria inspirar os sapatos prateados que conferem poderes especiais a quem os usa " - Evan I. Schwartz, Finding OZ: How L.Frank Baum Discovered the Great American Story. Os sapatos de prata não são apenas a ferramenta que traz Dorothy de volta para casa, fazendo ela voltar da sua busca astral para o seu corpo físico, mas também como passagem para a cidade das esmeraldas para conhecer Oz, entrando no estado mais profundo da sua viagem astral. O desejo de Dorothy de ir além da lua não seria nada mais do que ultrapassar o Nadir, e alcançar, através do espírito o que ela realmente precisava. A relação de Dorothy com os personagens também tem uma relação intrínseca com a teosofia; Toto, de acordo com Evan I. Schwartz, era a intuição de Dorothy, ele que fez ela perceber que o Espantalho podia falar, latindo para ele, ele que mostrou que o Mágico não passava de uma fraude e ele que tirou Dorothy do Balão de Ar, o que fez ela perceber a magia que ela possuía dentro de si. Já as bruxas, elas representam dimensões espirituais, onde no Leste e no Oeste está o mal, o material, o feio e no Sul e no Norte o bom e divino. E o Mágico representa o Deus cristão na perspectiva teosófica e um tanto Crowleyana, de que Ele tivera sido uma criação feita por charlatões que tentavam idealizar um deus, que realmente existia, mas era bastante diferente. [6] E os amigos de Dorothy não são nada mais do que os desafios internos que Dorothy deve passar para atingir o seu mundo Astral, baseado nos escritos de Helena Blavatsky. O Leão precisava de coragem, o Espantalho de um cérebro - intelecto - e o lenhador de lata de um coração - pureza. E de acordo com os escritos de Helena: "Não há perigo de que a intrépida coragem não pode conquistar, não há prova de que uma pureza imaculada não consegue passar, não há dificuldade que um intelecto forte não possa superar" - H.P. Blavatsky [7]. Para localizar vocês quanto a relevância dos textos, Evan. I Schwartz foi um dos maiores e mais relevantes biógrafos de L. Frank Baum que escreveu: "Finding Oz: How L. Frank Baum Discovered the Great American Story" que foi extremamente elogiado na crítica.

Mas onde começa a estabelecer a ligação entre Oz e Crowley é no clássico cinematográfico de Victor Fleming, "The Wizard of Oz". O ponto de partida do filme ainda parece com a relação dos escritos da Helena e da teosofia; ela se situa no monótono; no físico e deseja partir para essa experiência da imaginação; do espírito. Mas o momento em que a relação e o desejo pelo astral que Dorothy possui se manifesta, é quando ela encontra o Professor Marvel. Ele é um personagem criado pelo filme, ele não aparece no livro de L. Frank Baum. O mais interessante do personagem é o cenário, confira no slide abaixo algumas características do cenário intrigantes; o primeiro símbolo que vimos é o septa ou heptagrama ou ainda, a estrela de Babalon que representa para as religiões pagãs antigas os sete planetas e os sete dias da semana, porém, Crowley, junto com a teosofia, descrevia o heptagrama, que era o símbolo da Thelema e da O.T.O, as religiões criadas por Aleister dessa maneira: "Este foi um nome que ela escolheu enquanto meio ébria, como um plágio da lenda teosófica, mas contendo muitas das nossas letras-números-chaves dos Mistérios; também, o número de pétalas do mais sagrado lótus. Sua soma é 1001, que é também Sete vezes Onze vezes Treze, uma série de fatores que pode ser lida como: o Amor da Mulher Escarlate pela Magia produz Unidade, em hebraico Achad. Pois 7 é o número de Vênus, e o Nome secreto de sete letras de minha concubina BABALON é escrito com Sete Setes, assim: 77 + (7 +7)/7 + 77 = 156, o número de BABALON." - Aleister Crowley [7] - a posição para o ritual com o heptagrama, é a mesma do Baphomet.  Atrás da Dorothy também aparece um pentagrama invertido, símbolo do Bode de Mendes, que já comentamos ser adaptado na maçonaria, Illuminati e no Thelema, assim como o formato da varinha Bruxa Boa do Norte - sei que soa bastante conspiracionista, e até certo ponto concordo, mas como eu já comentei, é um ajuntado de informações. Além disso, para Dorothy entrar em contato com o astral, ela precisaria ficar entre as duas velas, que representariam as duas pilastras para a iniciação maçon - Crowley era do 33º grau da maçonaria, e era líder de diversas lojas maçons em Londres. Além disso, Crowley foi inspirado por Aiwaz ou Aiwass para escrever o Livro da Lei do Thelema, que ele considerava o seu Eu superior ou o pai de Hoor-paar-kraat (Hórus, o filho). De acordo com a mitologia egípcia, os pais de Hórus são Osíris e Ísis, e o professor Marvel, usa a bola de Cristal para consultá-los. Logo, há quem diga que o personagem criado para o filme, seja uma representação do Crowley ou de um seguidor da filosofia ou religião Thelema. Além disso, a ilusão visual feita pelo Mágico de Oz para que ele se apresente, é bastante similar com o desenho de Aiwass feito por Aleister para descrevê-lo.


Outra ligação do filme com Crowley é o livro Liber Oz, o Livro 77 da lei. Liber Oz é um livro de uma página só, e foi escrito para Louis Wilkinson. Todas as palavras do livro, em inglês, não contêm mais do que uma sílaba. Ele é apenas uma síntese das leis do Thelema, que foram as palavras que Aiwass usou para falar com Crowley. As leis que Crowley escreve na página, não são nada mais do que a descrição dos desejos dos personagens do filme que buscam ao Crowley. O espantalho desejava pensar, ganhar um cérebro - "3- O homem tem o direito de pensar o que ele quiser ", o lenhador de lata desejava amar, ganhar um coração - "4- O homem tem o direito de amar como ele quiser" e o Leão desejava poder matar, ter coragem - "5- O homem tem o direito de matar aqueles que possam frustrar esses direitos"[8]


Aleister invocou Aiwass na Pirâmide de Giza, onde também invocou Thoth. E para chegar ao professor, Dorothy precisa atravessar uma ponte no formato de um prisma triangular, mas daí eu vou envolver outro assunto; o The Dark Side of The Rainbow. Uma sincronização audiovisual do filme The Wizard of Oz com o álbum The Dark Side of The Moon do Pink Floyd. Alguns acreditam que seja apenas um evento apofônico ou um Viés de confirmação. Entretanto, existem várias sustentações para essa teoria, assim como no vídeo do link acima e este site. Na capa do álbum, percebemos que o evento da ótica que descreve a cor branca como uma composição de todas as cores, logo, quando a cor branca atinge o prisma - um polígono 3D -, ela sairia do outro lado formando um tipo de arco-íris.[9] E os membros do Floyd chegaram a passar pelas pirâmides do Egito para tirar uma foto, mas acabaram optando por deixar um prisma comum. [10] Além disso, o A-Side do álbum, sincronizado com o filme, acaba no momento em que o filme se torna colorido. Partindo dessa premissa conspiracionista, Dorothy fica no mundo in-color, até o momento que começa a viagem do físico para o astral, atravessando o prisma da ponte. Logo, o prisma, a pirâmide também seria onde ela se conecta com Aiwass através do professor Marvel. 

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Além disso, podemos ver na capa do álbum "P.U.L.S.E" dentro de um globo ocular; Uma garota com sapatos de rubi, um robô com seus mecanismos soltos, uma bicicleta muito parecida com a que Almira Gulch usava no filme e as Pirâmides do Egito no lado exterior do globo ocular. Embora a maior parte dos membros do Pink Floyd tenham negado a relação, menos Richard Wright que foi o que fez a última edição nas músicas e compôs suas maiorias, além de ter tido a ideia para a capa do álbum, de ambos. *Embora seja, para mim, inegável essa ligação, não concordo com esse viés conspiracionista em seu todo. Até porque sou fanzinho do Floyd* A viagem de Floyd no Egito durou pouco e breve regressaram para Londres para prosseguirem no disco. Depois de ouvirem sobre as comparações do álbum com o filme, assumiram que houveram mudanças no álbum, antes de sua remasterização. Além disso, Pink Floyd usara Backmasking(uma técnica sonora que usa multicanais para passar uma mensagem no disco quando ele é tocado ao contrário) em várias músicas como em "Empty Spaces". Embora os psicanalistas declarem que as mensagens ao contrário não causem efeito nenhum no cérebro humano, no livro "Magick (Book 4)" onde ele ensina um adepto do Thelema a passar mensagens para seguidores através de discos invertidos. Além disso, Aleister Crowley escreveu o livro Moon Child ou Liber 81 onde ele escreve um capítulo chamado The Dark Side of The Moon. Ele comenta que a Lua seria um símbolo das pessoas comum, entretanto, o seu lado escuro, seria o que elas possuem por dentro, logo, a parte visível da lua seria a ponta do iceberg, fazendo uma ligação da lua com Iliel - um personagem que representa a lua nesse momento, que possuía seu microcosmo [11] 

Bom, ainda existem outros elementos nos outros livros relacionados ao ocultismo e o filme Oz: The Great and Powerful. Mas se eu usar esses exemplos eu vou estender muito o texto, e acho que já está grande o suficiente. Agora é a hora de falar a minha opinião; eu não sou bastante conspiracionista embora eu considere que eu conheça a vida de Crowley e reconheça que ele esteve próximo a diversos poderes governamentais tanto da Europa quanto das Américas, e ele deixou ordens para diversos poderes que estavam envolvidos em sociedades secretas - a maior parte dos políticos e poderes federais nos EUA estão envolvidos na maçonaria, considerando até que George Washington foi um dos primeiros maçons - para que prosseguissem na introdução do ocultismo no mundo, uma vez que Crowley dizia que ele estava preparando o mundo para o anticristo, eu não sou tão persuadido por essas teorias conspiracionistas, e eu consigo enxergar além de tudo isso, o que realmente existe no Mágico de Oz, ainda como valor moral. Creio que a teoria de Einstein de que nenhum ponto de vista é absoluto também caiba muito bem na interpretação textual, e para mim, Oz é, antes de tudo isso, um conto de fadas que não quer dizer nada além de que fantasia, desejo ou sonho nenhum é capaz de suprir a falta do amor familiar e do lar. Provavelmente deixei vocês com alguma dúvida, até porque eu nem vou me dar ao trabalho de revisar esse texto enorme, então qualquer coisa é só me perguntar nos comentários. Obrigado por ler até aqui!

Hey, folks! Já faz um tempo que eu não escrevo aqui, né? Tudo, tudo mesmo, tanto o intervalo quanto o que se passou nele, se trata de uma só coisa: 'procrastinação'. A relação entre isso e o intervalo é que no último post eu prometi fazer algo diferente para o próximo post. Planejei uma coisa bem maneira, mas a verdade é que eu fiquei com preguiça de realizá-la, embora tenha me prometido que não postaria caso eu não realizasse o projeto, o que gerou um intervalo grotesco, e o que resultou na minha vontade de atualizar aqui superar a vontade de cumprir a promessa. Acredito que eu esteja apenas adiando-o com este post - e se eu deixei vocês com muitas expectativas; não, não é nada demais -, então logo logo eu posso aparecer com mais notícias.

Como vocês podem imaginar, eu tenho muita coisa pra falar - uma vez que se eu não tivesse passado por nada interessante desde março até aqui, é porque nesse meio tempo eu já teria suicidado -, porém eu não tenho muito ânimo pra transcrever todo esse período. E embora eu tenha muito o que falar, eu decidi deixar o lado mais pessoal para outro post, embora eu posso dar uma pincelada no que anda rolando comigo. Nesse post eu decidi falar mais sobre novos hábitos, séries que ando assistindo, ou já assisti, filmes, livros, musicais, projetos que eu realizei - como um fanzine que fiz em um projeto governamental avulso que se transformou num filho querido -, novos álbuns e artistas que ando ouvindo e um bocado de outras coisas, o que com certeza, fará deste post o maior do blog. Não vai ser tão chato quanto parece...  Na verdade; vai ser sim. Acho melhor você parar de ler por aqui. Tchau!

Bom pra começar eu vou falar sobre os filmes - não se preocupem, sem spoilers. Vou seguir uma ordem cronológica invertida. Talvez isso me permita ir relembrando dos outros filmes enquanto escrevo. A última sequência de filmes que vi foram clássicos da Disney e suas releituras; versões mais realistas. O último que assisti foi Cinderela e Tarzan. Cinderela não possui nenhuma versão realista relevante, embora a Disney tenha lançado um trailer para uma versão mais realista em 2015 que não revela, ainda, muito da obra. Tarzan tem umas 200 versões mundo a fora, eu assisti apenas a mais recente e a de 1999 da Disney. Embora já tenha visto a primeira há muito tempo atrás. Tarzan sempre foi meu filme favorito da Disney - não sei se tem muita relação com minha apatia pelos animais, mas sempre gostei muito de Tarzan e Spirit -, um dos fatores que sempre me influenciou a assistir várias vezes o filme é a trilha sonora. Tanto a original quanto a brasileira é extremamente bem produzida e interpretada por vocalistas fantásticos; Phil Collins e Ed Motta. O roteiro de Tarzan é bem construído, é um filme dinâmico e não me dá muita vontade de falar sobre; todo mundo conhece, e além disso, minha crítica seria bastante imparcial. Cinderela já é um filme à Walt Disney dos 50. Possui 75 minutos de duração, bem fiel à história e não explora muito o que o texto oferece, além de parecer manter uma métrica correta demais, reduzindo muito a distância entre o clímax e o felizes para sempre, deixando uma lacuna no filme.

Eu também reassisti Alice, mas como já comentei tanto sobre o filme original quanto a versão do Burton no Bacon do Stewie, não acho que valha a pena escrever um texto enorme defendendo, de novo, a obra do Tim que é tão fantástica. Junto com ele eu assisti A Bela Adormecida. A versão de 1959 ainda possui essa métrica da Disney de apenas 75 minutos, também é direto, fiel à história, mas é mais bem elaborado, você não sente falta de tantos elementos como sente em Cinderela. O clímax é bem planejado, dura o tempo certo, e ainda gera aquela ansiedade pelo final. O filme ganhou recentemente uma versão realista cinematográfica que contava a história da perspectiva da "Malévola".  O filme mantém uma linha entre a versão original que mantém o filme muito mais dinâmico. Você pode notar que muitos diálogos da versão original são usados na releitura. O filme tem um CG excelente, cenário e fotografia bastante conectados com a versão original além de um roteiro muito bem estruturado. A versão do filme avalia a história de uma maneira menos fantasiosa e um dos aspectos da versão original que sempre me desagradava era a crueldade da Malévola; era nonsense para mim. O filme não falava sobre o personagem, embora seja muito importante explorar um antagonista desses que é capaz de ameaçar o reinado inteiro, o filme só te fala que ela é muito malvada e poderosa. Parece que começamos o filme pela metade, e essa nova versão, Malévola, dá um início à história que a transforma completamente. Embora na cena em que comemoram a captura do príncipe, você nota, no desenho, um semblante de insatisfação na fada má. Porém, a releitura do filme explica de maneira bem verossímil o que gerou essa maldade no personagem. Além disso, o elenco é maravilhoso; Angelina Jolie, Elle Fanning, Imelda Staunton - a diretora da Ordem da Fênix -, Sam Riley - o ator que interpreta Ian Curtis no filme Control que eu comentei parecer com o Skandar Keynes -, Juno Temple e mais uma porrada de gente. Ambas as versões são fantásticas, acho que é essencial que caso você deseje assistir um, assista ao outro. Também existe uma versão australiana contemporânea, é bem mais realista, e acho que vai fugir um pouco do foco comentar sobre o filme.

E já mesclando no assunto, eu assisti tudo que existe sobre O Mágico de Oz. The Wizard of Oz, Journey Back to Oz, Wicked, versões sem áudio, Oz the Great and Powerful, The Wonderful Land of Oz, Oz, Return to Oz e The Dark Side Of The Rainbow que une The Wizard of Oz com o álbum The Dark Side of the Moon. Como é muita coisa eu só vou falar do que é mais importante. Eu sempre fui um amante da história de Oz, embora eu reconheça a origem ocultista do filme. A história mantém uma relação extrema com o livro Liber Oz de Aleister Crowley; o homem mais perverso do mundo, o mago de mil faces, o cara que sonhava em dançar com satã, o maior ocultista de todos os tempos, o muso da música Mr. Crowley e um coadjuvante na capa do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. O livro é um tipo de conjunto de mandamentos ocultistas com um viés ideológico bastante anarquista e humanista. Ele mantém uma linha bastante similar com mandamentos bíblico ou ainda uma constituição. Talvez leve o leitor a pensar estar lendo um livro do Hitler, já que consegue manter uma linha tênue entre o autoritário, o intrigante e o persuasivo. Suas ideias vagam em mandamentos como "o Homem tem o direito de comer o que quiser; o Homem tem o direito de viver pela sua própria lei; o Homem tem o direito de pensar o que quiser;" e cada um dos elementos são empregados em cada um dos personagens. Aqueles que não sabem amar, pensar ou ter coragem. Além da capa do livro ser bastante similar com o rosto ilusório de Oz criado pelo mágico. Mesmo com as influências obscuras da história, eu sempre fui apaixonado pelo formato do filme, com a maneira que ele se desenvolve e as músicas. É de longe uma dos maiores contos da história cinematográfica. Além de ter lançado a incrivelmente talentosa Judy Garland. O filme dispensa comentários, então eu vou pular para as versões mais importantes. A primeira versão relevante do filme seria Return to Oz, que embora seja com a Dorothy - interpretada por outra atriz -, ele conta com outros personagens, com problema similares, mas que buscam a ajuda do Rei Nome. Que não é tão complacente quanto o OZ. O filme não é tão bem produzido, o elenco não é lá essas coisas, e nem a atuação. Mas o figurino, a fotografia e a realização do filme não deixam tanto a desejar. The Dark Side of the Rainbow é basicamente um vídeo que é bastante intrigante pois revela como o filme e o álbum possuem uma sincronia audiovisual incrível, além de diversas outras coincidências como a ponte por qual a Dorothy atravessa para chegar ao cartomante que possui um formato similar ao da capa do álbum do Pink Floyd  que também pode ser avaliado com a mudança de direção que o filme toma após o momento que Dorothy atravessa a ponte. É muito interessante, vale a pena dar uma conferida. O outro filme que quero falar é o mais recente "Oz: The Great and Powerful"; confesso que a única razão que me fez assistir o filme foi a trilha sonora com a Mariah Carey - que só ficou nos créditos - e acredito que tenha sido uma das poucas coisas que valeu a pena no filme. Digo, se talvez, o filme fosse independente eu até gostaria um pouco, mas Sam Raimi não conseguiu acompanhar o filme, e não fez nada que conseguisse honrar o nível de imaginação, criação e desenvolvimento literário da obra original. Dando uma pincelada na história, é apenas uma releitura do livro que conta a história do Mágico de Oz, desde sua chegada às terras de Oz até o momento em que ele derrota as bruxas más do oeste e do leste. Mas eu confesso que tenho uma apatia pelo James Franco, que interpreta o mágico, talvez pela sua similaridade por um conhecido, mas acho a atuação dele muito boa. Não é um critério relevante para recomendar o filme, mas se quiserem assistir... Dá pra passar o tempo. Wicked eu deixo para a sessão de musicais.

Além disso assisti 400 Blows um clássico Francês que conta a história de Antoine Doinel que se revolta com a educação totalitária e a rejeição de seus pais. O filme consiste em uma crítica bastante genérica à massa da sociedade que educa a futura geração com uma inversão de valores e deveres absurda. A supervalorização dos diplomas, a falta de afeto, de estímulo, atenção. As diferenças sociais e diversos outros âmbitos das sociedades francesas que estavam em conflito com revolucionários. Eu gostei bastante do filme, ele é bastante dinâmico e comunicativo, da pra se identificar bem com a história. O ritmo dele é muito gostoso, nada muito forçado e dá pra assistir mais de uma vez. Além da atuação do protagonista ser fantástica. Eu gosto de analisar atuação infantil, porque normalmente ela está numa linha tênue entre extremos. Ou muito boa ou péssima, e Jean‑Pierre Léaud é realmente muito convincente. Um outro que vi é Detachment que também é uma crítica à educação, mas agora da perspectiva de um professor substituto que tenta pelo menos manter sua classe em ordem já no século XXI americano. Eu dei uma pincelada bem breve nos filmes para não deixar o post enorme, mas eles são muito bons. Eles não tratam apenas desses assuntos, também tratam de ansiedade, insegurança, além de ser bastante pessoal em vários momentos. Os recomendo muito. Bom, tinha mais mil filmes pra falar, mas obviamente não vai dar pra colocar tudo em dia apenas hoje.


Sobre musicais eu vou falar em ordem de apreço mesmo. O primeiro é Wicked que é baseado em The Wizard of Oz só que na perspectiva da bruxa má do oeste, Elphaba. O elenco original é fantástico, Idina Menzel - a que canta Let it go - e Kristin Chenoweth. As músicas são muito bem compostas, tanto a letra quanto as melodias. Eu sou completamente apaixonado por Defying Gravity, provavelmente uma das minhas favoritas da Broadway. O roteiro, embora se trate de um dos maiores clássicos cinematográficos, ainda mantém o respeito pela obra original, e deixa claro que não se trata de um seguimento na mesma linha do clássico. É uma releitura não só com uma história diferente, mas num estilo muito mais contemporâneo, sádico e "Broadway". É um dos meus musicais favoritos, com certeza. Eu também assisti Les Misérables que como musical dispensa comentários, assim como em seu roteiro. Mas não só isso, o filme foi composto por um elenco fantástico, extremamente talentoso, e com uma fotografia maravilhosa, além de ter a minha favorita, Helena Bonham Carter e também com o Hugh Jackman - sim, o Wolverine canta. Confesso que no final do filme deu pra soar um pouco pelos olhos. Mas sendo sincero, se você não gosta de "cantarolia" em filme, eu não recomendaria, mas devia ouvir minha música favorita, On My Own. E além deles, eu assisti Fame, tanto a versão de 2009 quanto o clássico de 1980. Ambos seguem um estilo musical mais Hollywoodiano, eu gostei, fiquei apaixonado por Out Here On My Own, mas não entra nos meus favoritos. O roteiro é muito fraco, é para um público muito específico, e possui atores muito fracos na segunda versão. Outro musical que assisti foi Hair. Hair é um clássico de 1979 que retrata o movimento Hippie na Broadway, é com certeza um dos musicais mais revolucionários. Com casais inter-raciais, apologia às drogas, ao amor imoral e a falta de valores, o filme se tornou um clássico na lista dos musicais "proibidos". Eu fiquei apaixonado pelo filme, e eu procurei bastante e consegui uma filmagem da versão brasileira, que já perdi o link. Ambos são excelentes, possuem o roteiro muito bem estruturado, e já as músicas; além de serem a caráter exigem vocalistas poderosos e possuem uma melodia muito bem construída. Eu acredito que recomendo todos pra quem gosta de musicais, Hair já é mais pra qualquer um mesmo.

Já sobre séries, eu estou vendo Orange Is The New Black, uma série da Netflix que virou moda já faz um tempo - e não é sem razão. A série é muito boa, elétrica, e muito bem realizada. Se trata de uma prisão feminina que recebe Piper, uma mulher avulsa, que não é o perfil exato de uma presidiária, que se envolveu em um tráfico internacional de drogas e que agora tem que cumprir sua pena de 15 meses em um presídio de Nova York. A série se trata da adaptação da personagem com o novo ambiente. Se você curte Grey's Anatomy por causa das sapatão, vai com certeza, adorar. Na verdade qualquer um vai, a série é excelente. Além dela, assisti My Mad Fat Diary que é com certeza minha série favorita - receio já ter comentado aqui - que se trata de um diário da vida de Rae, uma adolescente de 16 anos que sofre de ansiedade, depressão e alguns outros transtornos psicológicos. Ela acaba de sair de uma clínica psiquiatrica e tenta se adaptar ao mundo novamente com uma 'gangue' que conhece através da sua melhor amiga, Chloe. A trilha sonora é de longe a melhor do universo inteiro. Tem Oasis, Radiohead, The Smiths, Joy Division, Blur, R.E.M e tudo o que há de bom. Eu recomendo pra qualquer um, ela é inspirada em uma história real - em um diário de uma mulher que relatava da sua perspectiva essa experiência de uma pessoa extremamente insegura em todos os aspectos que se esforça para desenvolver segurança em todos os ambientes que precise viver, além de desenvolver amor por si mesmo. Também estou assistindo SMASH, uma série musical que descreve o processo de criação de um musical sobre Marilyn Monroe e o desenvolvimento da carreira da protagonista, Karen. Acho que também só é bom pra quem curte musicais.

Sobre música eu tinha muita coisa pra falar. Petantonix, Sia, Radiohead, Panic!, Ariana Grande... Ah, muita coisa. Mas vou falar só do essencial. Hoje mesmo ouvi o novo álbum do Sopor Aeternus. Simplesmente fantástico, tem um "quê" que lembra do Children of The Corn, mas é bastante original, é mais independente e tem músicas maravilhosas. São álbuns sempre bem construídos. Métrica perfeita, até mesmo nos contra-tempos, melodia casando perfeitamente com a harmonia, além da pluralidade da voz da Ana. E estou apaixonado por If You Could Only Read My Mind, que até me lembrou Marli.

Outra coisa é o novo álbum da Amy Lee, Aftermath. O álbum é de longe a coisa mais singular da carreira da artista. O álbum segue um estilo mais experimental, alternativo, industrial e com alguns toques claros da sua personalidade musical que a consagrou como artista que é. A música que mais manifesta essa personalidade é Lockdown que é a favorita dos fãs. Embora muitos fãs não tenham agradado dessa mudança repentina de estilo - que foi apenas para realizar a trilha sonora de um filme -, eu acreditei muito no projeto e não me arrependi. Amy Lee não é apenas uma cantora, mas é multi-instrumentista e excelente produtora. E ela pode explorar bastante os seus talentos nesse novo álbum realizado com Dave Eggar. Você pode notar algumas falhas na métrica ou na harmonia, que soam meio proposital, um estilo mais Björk - inspiração da Amy Lee. A cantora, também, deu luz a seu filho Jack Lion Hartzler recentemente, e não comentou nada sobre o futuro de sua carreira. Embora tenha falado por cima que está cheia de projetos, não fala sobre o futuro da banda Evanescence, e não da certeza sobre sua continuidade. Embora tenha cantado algumas vezes o single Find a Way que sinceramente eu achei extremamente parecido - muito mesmo - com Uninvited da Alanis Morissette, que até agora, foi anunciado como do Evanescence, já que não entraria no álbum.

Falei muito, mas ainda faltou muita coisa. Vou fazer um post falando só sobre Cats que assisti, um especial sobre O Mágico de Oz - que falta muita coisa -, o post pessoal e sobre esses álbuns que estão falando, além dos livros. Dou um intervalo de 4 ou 3 dias de post para post. Até do que falei ainda estou insatisfeito. Mesmo tendo falado pra caramba. Bom, por agora é só isso, vou deixar o fanzine para o post pessoal mesmo! Bejomda